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Decisões que as empresas precisam tomar para chegar preparadas a 2027

A Contábeis consolidou sete decisões que as empresas precisam tomar ainda em 2026 para chegar preparadas à entrada em vigor da CBS e do IBS, em janeiro de 2027:

(1) definir o tratamento do IBS/CBS dentro ou fora do Simples Nacional, com janela de opção entre 1º e 30 de setembro de 2026;
(2) revisar o cadastro de produtos, serviços, clientes e fornecedores, já que dados incorretos geram tratamento tributário equivocado nos documentos eletrônicos;

(3) testar o ERP e os sistemas emissores de documentos fiscais, verificando cálculo de IBS/CBS, preenchimento de campos obrigatórios e reconhecimento de tratamentos especiais;

(4) recalcular preços e margens considerando a nova estrutura tributária, inclusive em contratos de longo prazo;

(5) mapear quais compras geram créditos de IBS/CBS e em que momento podem ser aproveitados;

(6) revisar contratos e processos entre áreas comerciais, de compras, financeira e contábil, com responsabilidade clara pela coordenação do tema;

e (7) recalcular o fluxo de caixa de 2027, considerando o mecanismo de split payment e a nova dinâmica de recolhimento.

Ponto de atenção: janela de decisão do Simples Nacional para tratamento do IBS/CBS entre 1º e 30 de setembro de 2026.

A reforma tributária deixa de ser tema de médio prazo e passa a exigir decisões concretas ainda em 2026 — a poucos meses da entrada em vigor da CBS e do IBS, em janeiro de 2027. Segundo a reportagem, o planejamento precisa ocorrer antes da virada do ano: esperar para tratar do assunto apenas em 2027 deixa a empresa exposta a mudanças operacionais para as quais não teve tempo de se preparar.

Tem papel central na condução dessas sete decisões: orientar sobre a janela de opção do Simples Nacional em setembro, conduzir a revisão cadastral e os testes de sistema, e apoiar a simulação do fluxo de caixa de 2027, atuando no planejamento da transição, e não apenas na apuração.

Cada uma das sete decisões tem efeito direto sobre preço, margem, caixa e relacionamento comercial. Adiar essas escolhas para 2027 significa tomar decisões operacionais sem considerar mudanças estruturais que já estarão em vigor. A janela de opção do Simples Nacional em setembro é o próximo marco concreto.

Pode apoiar a revisão de contratos de longo prazo (cláusulas de preço, reajuste e repasse tributário) à luz da reforma, além de orientar sobre os efeitos jurídicos da opção pelo tratamento do IBS/CBS dentro ou fora do Simples Nacional.

Atenção. Não há, na matéria, indicação de penalidade específica por atraso, mas o acúmulo de decisões pendentes até o fim de 2026 aumenta o risco de a empresa entrar em 2027 sem sistemas, preços e contratos ajustados à nova tributação.

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